sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Balady








Ao pé da letra, dança balady significa “do meu país, popular”. É uma dança folclórica egípcia.
Toda dança balady é improvisada. Homens e mulheres podem usar bastão, porém os movimentos deste são mais arredondados e suaves, diferentemente da dança saaid, onde os movimentos são mais marcados. Os homens também podem dançar com lenço no quadril, imitando a mulher, como uma brincadeira.
Vestimentas: As mulheres dançam de galabia geralmente reta, lenço no quadril. Os homens dançam com galabias de mangas retas, um pequeno chapéu sem turbante e um sapato aberto atrás.
Dizem que o povo balady é honesto, justo e hospitaleiro.
Segundo Hossam Ramzy, o quadril das baladys se assemelham ao mel (denso e muito flexível). Por isso, nesta dança, os quadris prevalecem. A balady começa tranqüila, quase tímida, e aos poucos vai se soltando.
A estrutura da música balady antiga (também chamada de taqsim-tabla) é a seguinte:
1.parte: um taqsim de acordeon, flauta ou outro instrumento melodioso.
2.parte: uma pergunta e resposta do instrumento melodioso e da tabla.
3.parte: ritmo maqsoum, parte cadenciada da música
4.parte: quebra de ritmos: tabla e instrumento melodioso
5.parte: malfuf ou falahi: ritmo acelerado da música
6.parte(pode ou não ter): solo de percussão.
Hoje, as músicas baladys são alegres, e induzem a bailarina a executar uma dança festiva, cheia de gestuais próprios


Fonte aisha Almmé

Soumboti


Um tipo de dança gawazzy. É da região de soumboti (Delta do Nilo-Baixo Egito). Segundo Soraia Zaied, bailarina brasileira de renome no Egito,ela é a “mãe” da dança do ventre, sendo a primeira versão desta, a base da dança que conhecemos hoje.
A dança é muito despreocupada com técnica: quadris muito soltos, pernas mais afastadas, joelhos flexionados, braços muito soltos, e a dançarina quase sempre toca os snujs. O pé sempre tem movimentos de “pipocar” alternado. O quadril é o centro deste tipo de dança, com muitos breaks, encaixes e desencaixes, batidas, shimis, etc.
A roupa tradicional é uma galabia muito simples, com pouco bordado.
As músicas são folclóricos, também chamadas de soumboti, no ritmo masmoudi (tocado bem mais rápido), falahi ou malfuf tocado rápido.

fonte aisha Almmé

Dança Árabe-Andaluz



Desde o século 07 a cultural árabe floresceu na Espanha. Muitas pessoas diferentes cruzaram o mar do Norte da África rumo a Espanha, muitas vezes escapando de invasões em seus países. Na maioria, eram grupos de Berberes, que também se assentaram na Sardenha, Ilhas Canárias e na Sicília. O termo berbere significa amazigh = povo livre, sempre aberto a novas idéias e religiões.
A música andaluza foi sofreu grande influência persa. Nesta época,, o califa Harun el Rachid fez de Bagdá, de influência predominantemente persa, um centro de cultura árabe. Havia lá um músico muito talentoso chamado Zyriab. Seu talento despertou o ciúme de alguns de seus professores, que, para se garantirem como melhores músicos da cidade, mandou Zyriab para a Andaluzia.
Lá, Zyriab ajudou na formação de escolas de música em Granada, Sevilha, Córdoba e Valência. Assim, os músicos se influenciaram mutuamente, e aos poucos, árabes e espanhóis criaram um novo estilo de música. Acredita-se que alguns instrumentos utilizados na música espanhola tenham sua origem em Bagdá e no Norte da África.
No ano de 750 aproximadamente, +/- na mesma época de Zyriab, vários músicos e dançarinos foram expulsos de países árabes, devido ao Islamismo, que considerava a música e dança como entretenimento nocivas às virtudes. “Música diminui a modéstia, aumenta a luxúria e solapa a virilidade. Faz o que as bebidas fortes fazem”, diziam os califas em vários países árabes. E mais se misturou a música árabe à espanhola.
Além da influência persa, berbere e árabe, a música andaluza sofreu também uma pequena influência chinesa, devido ao comércio feito na antiguidade na “rota da seda”.
A dança árabe andaluza é uma dança de corte. Contém movimentos delicados e complexos das mãos. Originariamente praticadas por dançarinas levadas dos países árabes e por escravas que eram educadas para cantar, dançar e tocar instrumentos.
Hoje em dia, tornou-se a dança das cidades antigas, praticadas por mulheres que descendem das antigas famílias. A roupa utilizada chama-se algieres karakus, um vestido de veludo lindamente bordado e uma calça chamada serval. As mulheres dançam juntas e usam lenços para enfatizar os movimentos das mãos.
Obs.: Leia o livro “Leon-O Africano” de Amin Malouf
Texto cedido por Christina Schafer, retirado do seminário feito por Amel Tafsout (dançarina argeliana) na ocasião do MAJMA-2000, conferência sobre danças do Oriente Médio e do Norte da África.
A poesia também integra a dança árabe-andaluz. O mais conhecido estilo musical para esta dança é o muachah, um estilo típico andaluz de poesia cantada, criado no século oito pelos árabes, com rima e métricas poéticas um pouco mais livres que as formas que a antecederam (qasida) e se destaca pela habilidade do poeta na escolha das palavras. "É semelhante à lapidação de um diamante", disse certa vez o produtor musical Ali El-Khatib. “O tema é o amor, quase sempre protagonizado por uma vítima apaixonada” .


Fonte: Aisha Almmé

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011